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 Primeiro  você nem sente Uma certa dose de orgulho te mantém de pé  A distancia e o medo ainda nem sequer fazem sombra no horizonte Um pouco depois pra mim foi o olfato tudo cheirava diferente Não sentia mais nada como antes até mesmo meus cafés,  tinham um pouco de lama no fundo Quando percebi a insônia vinha pelos sons que não estavam mais lá  Acordava assustado com tanto silêncio  O desespero mesmo Veio numa noite de quarta quando nem o medo nem a loucura  nem o frio estavam lá  E nem os ombros dos meus filhos
 Mas ao menos se E se tentássemos  Sempre há outro jeito Independente de qualquer coisa, conta sempre comi Mas veja bem, não é bem assim Olha, e se voc Mas é que, cê sabe com Então, não eu não queri Acontece, sabe, é não culpa de Mas mesmo assim, eu nunca vou Nunca Nunca Nunca mais

Gentleman

 Solidões diversas frequentam meu quarto Nesse novo espaço ainda sem meu cheiro O estranho silêncio que me acorda à noite Sinto falta até do que reclamava Ando bebendo mais do que deveria Não sei bem ao certo  Se a mistura de mágoa, dor e raiva Ou só a sensação de vazio Que anda morando dentro de mim Me pergunto se entre arrependimento e perdão  Eu vou saber a hora De deixar de lado o que espero E correr atrás do que preciso Mas se for pra ser então que seja Leminski nos lembra da Dor Elegante Ultimamente, sou uma porra de um Gentleman.

Solilóquio sem fim

  Nunca soube exatamente o gosto do lodo. sempre esteve por perto. moscas zumbindo. Mas eu não havia provado ainda.   sempre tive em mente a possibilidade da derrota. só não esperava que viria assim. facada. tiro. Sei que não fui quem eu deveria ter sido. tentei, na melhor das hipóteses, falhei também, mas tenho lá meus. pouquíssimos. méritos. No fechar das portas e janelas. dói muito. não ver ninguém acenando de volta. No fechar da cortina. termina o show. e ninguém veio assistir.